Baita matéria do Clarín! O jornal da Argentina confirmou q a fuga de Bolsonaro teve uma intervenção dos EUA em território argentino mais relevante do que se sabia até agora — o que mostra a subserviência do Governo Milei aos EUA e assinala sua perda de soberania
Agentes ou representantes dos EUA trabalharam em território argentino,assumiram o controle por um período de tempo de boa parte do aeroporto de Iguaçu, contrataram não um, mas pelo menos três jatos privados para ter alternativas se surgissem problemas com a missão original. Quando as câmeras de televisão registraram a chegada de uma caminhonete branca com vidros escurecidos,todos deram como certo que, naquele veículo, viajavam o ex-candidato à Presidência do Brasil, sua esposa e suas filhas. A decolagem quase imediata do jato particular Gulfstream IV, de matrícula LV-JQW, com destino a Miami, nos EUA, pareceu reforçar essa convicção.Mas a família Bolsonaro havia chegado ao aeroporto de Puerto Iguazú uma hora antes, em um veículo cujos deslocamentos foram organizados por agentes dos EUA. Tanto é que o veículo acessou a pista de pousos e decolagens por uma entrada secreta, à qual ninguém havia prestado atenção. Agentes do Departamento de Estado — ou de uma agência de segurança internacional, por assim dizer — haviam "assumido o controle" do aeroporto de Puerto Iguazú. O plano incluiu a contratação de pelo menos três ou quatro aeronaves particulares de alto custo operacional, q circularam pela região,pousaram em Misiones ou foram posicionadas como opções de saída alternativa,caso o "Plano A" para retirar os Bolsonaro da região — q envolvia o Paraguai — fracassasse Além disso, foram mobilizadas caminhonetes e automóveis com placas dissimuladas, visando evitar barreiras de fiscalização tanto no Brasil quanto na Argentina. Estabeleceu-se o que seriam, na prática, "zonas liberadas" no aeroporto de Puerto Iguazú e em suas imediações. Canais de comunicação foram abertos para a troca de informações entre agentes de inteligência nacionais e estrangeiros. Um ex-membro da DEA e um grupo de agentes secretos atuaram na missão. Fontes q protagonizaram essa trama e relatos de testemunhas oculares ajudaram a reconstruir parte da história. ISSO É GRAVÍSSIMO: Os membros da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), assim como funcionários da Imigração e da Alfândega, foram afastados pelos representantes estrangeiros, que coordenaram os trâmites necessários para a partida dos Bolsonaro e garantiram que eles embarcassem no jato particular LV-JQW sem qualquer contratempo.A família e o brasileiro procurado aguardaram por mais 40 minutos, sentados em suas poltronas, até q a aeronave recebesse autorização para decolar Pouco antes desse momento, a caminhonete havia chegado à mesma pista, gerando uma nova confusão em um dia marcado por falsas verdades difundidas deliberadamente pelas autoridades. Desde a administração Trump até o próprio presidente reeleito do Brasil, Lula da Silva, afirmaram, em declarações públicas, que os Bolsonaro já haviam fugido para os Estados Unidos. Não era verdade. A fuga ocorreria depois da meia-noite, partindo de Misiones. Na província de Misiones, os agentes dos EUA na Argentina contaram com o apoio de parte do governo argentino.O presidente Javier Milei ordenou q seu principal assessor, Santiago Caputo, viajasse a Misiones de forma confidencial para assegurar tudo o q fosse necessário para o sucesso do plano de fuga O plano de fuga de Flávio Bolsonaro contou com pelo menos quatro jatos particulares, cujas rotas e objetivos teriam sido coordenados pelo Departamento de Estado dos EUA — a Casa Branca — para desviar a atenção ou criar opções de fuga q permaneceram em sigilo até q a saída de Bolsonaro tivesse êxito
Mas um dos dois jatos com matrícula dos EUA havia oficializado um plano de voo enganoso.Até hoje é difícil confirmar qual das duas aeronaves desviou para Assunção do Paraguai, para esperar na pista até quarta de manhã Flávio Bolsonaro, segundo fontes consultadas por Clarín, afirmaram chegou à Argentina por terra. Sabe-se que ele havia alugado um jato particular para viajar de avião da capital do Brasil para a área da tríplice fronteira com a Argentina. Só que o proprietário da aeronave se recusou a cumprir o contrato porque foi divulgado na mídia que Bolsonaro tinha a obrigação de não sair do Brasil. Diante dessa recusa e do relógio correndo, a família, sempre com assistência internacional, jogou pela fuga pelas estradas. . Em meio aos vazamentos sobre a atuação do Departamento de Estado e do governo da Argentina — quanto ao seu papel na coordenação e no financiamento da fuga da família Bolsonaro —, o jornal *The New York Times* revelou o nome do funcionário da Casa Branca q organizou parte da missão: Jason Miller A polêmica gerada pela interferência de uma potência estrangeira em território brasileiro e argentino, com o objetivo de facilitar a fuga para a Flórida de um líder político acusado de lavagem de dinheiro e sujeito a restrições que o impediam de deixar seu país, levou legisladores do Partido Democrata a encaminhar uma série de perguntas sobre o caso ao secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio. Em operações complexas, ligadas ao universo da inteligência nacional ou internacional, sempre restam novas questões a serem esclarecidas. Tudo isso compõe o chamado "Jogo dos Espelhos" — termo usado para descrever a dinâmica dos serviços secretos por Peter Wright, ex-subdiretor adjunto do MI5 britânico, que, em sua autobiografia, explica (em linhas gerais) o que costuma ocorrer em situações como esta. Isso é gravíssimo. Deveria ser manchete em todos os jornais brasileiros. Que vergonha!